Espero a Mari sair do camarim enquanto o ed cumprimenta a Bia. Pessoas conhecidas por toda parte.
As atrizes aparecem. Dou parabéns a Mari, trocamos algumas palavras, saio com o Ed, descemos as escadas falando da peça. Dramaturgia fraca, cenário não realista para uma trama e interpretação realista, é bem evidente que se trata de uma primeira direção. Já no programa da peça já tem falhas conceituais do tipo: "O casamento entre o a peça e as artes plásticas se dá porque o cenógrafo é artista plástico". Atravessamos a consolação, tenho fome, podíamos ir na Micheluccio.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
08 de Novembro-São Paulo
Esquina, na padaria. Luciana e Rodrigo na minha frente. Bowl de sopa vazio.
Marquei com o Sid às dez. E se você for lá na escola?
saio para pagar, toca o telefone, é o Sid dizendo que está vindo. Me despeço da Lu e do Ro.
volto pra mesa, penso em pegar mais uma bowl de sopa de abóbora.
Marquei com o Sid às dez. E se você for lá na escola?
saio para pagar, toca o telefone, é o Sid dizendo que está vindo. Me despeço da Lu e do Ro.
volto pra mesa, penso em pegar mais uma bowl de sopa de abóbora.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
31 de Outubro-São Paulo SP
22h30-escrevendo projeto para o décimo sexto festival de teatro da Cultura Inglesa. Sentada na cama. Pés cobertos com edredom vermelho.
22h45-Ainda escrevendo projeto para o décimo sexto festival de teatro da Cultura Inglesa. Cama-cobertos-vermelho.
22h45-Ainda escrevendo projeto para o décimo sexto festival de teatro da Cultura Inglesa. Cama-cobertos-vermelho.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
24 de Outubro
gelado nas costas, casa da minha vó. Aquela que não morreu antes do meu avô. Tinha aquela outra, que eu via aos domingos, que, essa sim, morreu antes do avô Salvador. Respiração lenta, almofada colorida apoiada sobre a coxa. encosto a cabeça na parede. Pq Edu Chaves, é lá que a avó que morreu depois do meu avô vivia. Esse avô não conheci. Morreu antes de mim. bem antes, de modo que eu sempre senti pela minha mãe ter sido órfã um dia. A gente só é órfão se os nossos pais morrem antes da gente ter filhos. Minha mãe demorou pra ter filho, vô morreu antes de mim, antes de Edu. Então, ela ficou órfã. Parece que a pele vai desgrudar, se desmanchar em fibras pela cama. pernas esticadas e luz acesa. só conheci o vô por foto. Era magro. alguém lá fora fala alto, ouço pela janela da sala. cotovelo colado ao tronco. Teclado apoiado na almofada, apoiada na coberta, apoiada na coxa, apoiada no colchão, apoiada no chão, apoiada na terra, apoiada no que tem embaixo da terra. meus avôs todos moram embaixo da terra agora. |
17 de Outubro-São Paulo
Fiquei sem casa
Perdi a prova do Sesi
Uma aluna surtou na minha aula e foi reclamar na direção.
Perdi a prova do Sesi
Uma aluna surtou na minha aula e foi reclamar na direção.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
10 de outubro-São Paulo
22h30
Trata-se: Quem deve assegurar a ordem moral, a ordem religiosa e a ordem cívica da cidade? Para que a cidade constitua uma organização coerente, é necessário que haja festas religiosas, canto coral, exercício militar e vida sexual.
Contexto: para que essa ordem seja estabelecida é necessário que uma autoridade seja exercida de bom grado sobre gente que aceite de bom grado, que obedeçam querendo obedecer. Os cidadãos precisam ser persuadidos e aqui entra a parresia (fala franca, dizer-a-verdade). A parresia é esses discurso verdadeiro que convence o indivíduo a obedecer na vida individual, na vida de sua alma, de seu corpo, de seus desejos e prazeres.
(Nascimento do guia moral. Alguém além do chefe de Estado que ordene a vida na cidade. E para que essa cidade seja bem organizada é necessário regular a massa através das festas religiosas, canto coral (?) e da regulação da vida sexual. aqui poderia nascer a figura que mais tarde será ocupada pelo padre e depois pelo psicólogo. O interessante é que Platão sugere q essa figura reguladora seja o filósofo. entra aqui a história da sexualidade. uso dos prazeres)
por que esse texto interessa ao professor?
1. porque constitui o vinculo fundamental entre a organização da cidade e a verdade.
2. Porque aparece a figura necessária de um guia moral. Alguém alem daquele que legisla, que formula o sistema de leis, alguém que com a fala franca persuada o povo sobre o que eles devem fazer com seus corpos, vida sexual, alma. É uma figura necessária mesmo na cidade cuja ordem seja perfeita, mesmo na cidade ideal. Portanto, aqui a parresia aparece em sua dupla articulação. A parresia é justamente o que a cidade necessita para ser governada, mas também é o que deve agir sobre a alma dos cidadãos para que eles sejam cidadãos como manda o figurino, mesmo que ela seja bem governada.
sábado, 8 de outubro de 2011
3rd october
Finalmente. O nosso primeiro café juntos. Só nós dois.
"O artista pode muito careta. Já perdi a fantasia que nós temos que ser de um jeito ou de outro. Não importa o que você pensa ou como você trepa. O que importa é o que você faz com isso tudo."
" Mas o que essas menininhas fazem com isso?"
"Não sei. Mas também não sei o que eu tenho feito."
Silêncio.
Sinto falta do frio de Londres.
"O artista pode muito careta. Já perdi a fantasia que nós temos que ser de um jeito ou de outro. Não importa o que você pensa ou como você trepa. O que importa é o que você faz com isso tudo."
" Mas o que essas menininhas fazem com isso?"
"Não sei. Mas também não sei o que eu tenho feito."
Silêncio.
Sinto falta do frio de Londres.
26th september
Não vou poder ficar. De novo. Sempre pedem o documento que não tenho, aquele que não existe e é impossível de ser inventado. Estou cansada.
Deito com o rosto afundado no travesseiro. Recebo um abraço, a única coisa que realmente vale nestes momentos. Quem disse que seria fácil?
No entanto, o abraço foi fácil e tem sido desde o primeiro.
Deito com o rosto afundado no travesseiro. Recebo um abraço, a única coisa que realmente vale nestes momentos. Quem disse que seria fácil?
No entanto, o abraço foi fácil e tem sido desde o primeiro.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
12 de Setembro - São Paulo
22h30
E se o romance não existisse? O que deveria fazer uma atriz com as cinco linhas do texto? A única solução seria ela completar o texto com a sua imaginação, só assim ela poderia começar a criar seu monólogo interior e suas falas internas.
Para dar ao leitor um exemplo mais simples possível da influência das "falas internas" sobre o texto da peça, vamos imaginar um diálogo entre um diretor e um ator. Suponhamos que o nosso diretor inseguro quanto a essência pisicológica de uma cena (ele aplica o método dele ao explicar o método!), procure resolver o problema através de várias experiências com seu ator.
1. Diretor: Procure pronunciar a palavra nuvem sem nenhum interesse, em tom branco branco, como numa simples leitura.
Ator raciocinando: o problema é deixar de ter interesse algum em pronunciar a palavra nuvem. O que estaria pensando o personagem nessa situação?
Ator falando internamente: Dizer a palavra nuvem? pra quê? Eu por mim não vejo nada de interessante nessa palavra, nem vejo razão alguma em dizê-la. Acho-a até muito chata, mas já que você pede, está bem: nuvem.
2. Diretor: agora diga essa palavra com desprezo:
Ator pensando: Para sentir desprezo por uma determinada nuvem eu devo acha-la muito insignificante. Mas sua insignificancia só pode ser constatada se comparada com a grandiosidade de uma outra nuvem. como será essa outra nuvem? (ele sempre termina o raciocínio com uma pergunta)
Ator falando internamente: Aquela nuvemzinha branca? ela impressiona você? Essa pequena mancha incolor? A nuvem realmente impressionante é a da cor de chumbo! Nuvem de tempestade! Ela rola pelo horizonte, ela esmaga a Terra! essa é que impressiona, agora aquela lá... ora grande coisa! Nuvem.
3- Diretor: Agora diga essa palavra com admiração:
Ator pensando: Eu só poderia achar alguma coisa bela em comparação com alguma coisa feia. O que seria? uma outra nuvem feia? è dificil imaginar. Então vou fazer um contraste entre a nuvem e o resto da paisagem, vou tentar.
Ator falando iternamente: A paisagem parecia tão monótona, com aquele céu azul tão pálido, sem nenhuma mancha. E derepente, ci atrás do telhado uma mancha branca que subia. .. e tudo mudou, veio a alegria, uma vontade de respirar de peito cheio. Ah como era bela aquela mancha! Nuvem!
4. Diretor: Agora diga essa palavra com horror, pânico.
ator pensando: o que é que poderia me causar pânico em relação a uma nuvem? Só se ela fosse inicio de uma tempestade. Não, não é sufuciente, deve ser mais do que isso, deve ser um tufão.
ator falando internamente: Olha lá, veja! Aquilo se aproximando rapidamente.. Olha vem quase tocando nas ondas do mar (já tem inclusive um onde). deve se ruma tempestade, não pior... deve ser um tufão. corram, fujam.. Nuvem!
Se você leitor, seguir esse raciocínio e usar as falas internas sugeridas, certamente, ao pronunciar a palavra nuvem irá satisfazer as exigencias do seu diretor.
E se o diretor pedir para falar a palavra nuvem com vontade de trepar? qual seria o pensamento do ator e qual seria a "fala interna" do ator?
Um dia fui procurar um amigo numa repartição que ele trabalhava. Na sala encontrei uma moça que , à minha pergunta se meu amigo tinha deixado algum recado para Eugênio, respondeu sorrindo. "Não senhor! Mas ele não demora, sente-se, por favor." depois de uma pausa "É verdade que os pequenos burgueses voltam em cartaz?" Lembro que fiz uma pequena pausa e respondi gentilmente: Sim senhora, no início do mês que vem.
Quando fiquei sozinho sentado naquela sala fiquei imaginando que o meu pequeno diálogo com a moça fosse cena de uma peça. qual seria meu "monólogo interior" caso eu fosse representar essa peça?
Antes de terminar esse capítulo, gostaria de propor aos meus leitores que repetissem o exercício do ator-diretor, substituindo a palavra nuvem por outras palavras, tais como: guerra, silêncio... procurem encontrar falas internas que permitam pronunciar essas palavras:
1. como simples leitura
2. com desprezo
3. com grande admiração
4. com horror
Para avaliar o resultado obtido, procurem a assistência de um colega.
E se o romance não existisse? O que deveria fazer uma atriz com as cinco linhas do texto? A única solução seria ela completar o texto com a sua imaginação, só assim ela poderia começar a criar seu monólogo interior e suas falas internas.
Para dar ao leitor um exemplo mais simples possível da influência das "falas internas" sobre o texto da peça, vamos imaginar um diálogo entre um diretor e um ator. Suponhamos que o nosso diretor inseguro quanto a essência pisicológica de uma cena (ele aplica o método dele ao explicar o método!), procure resolver o problema através de várias experiências com seu ator.
1. Diretor: Procure pronunciar a palavra nuvem sem nenhum interesse, em tom branco branco, como numa simples leitura.
Ator raciocinando: o problema é deixar de ter interesse algum em pronunciar a palavra nuvem. O que estaria pensando o personagem nessa situação?
Ator falando internamente: Dizer a palavra nuvem? pra quê? Eu por mim não vejo nada de interessante nessa palavra, nem vejo razão alguma em dizê-la. Acho-a até muito chata, mas já que você pede, está bem: nuvem.
2. Diretor: agora diga essa palavra com desprezo:
Ator pensando: Para sentir desprezo por uma determinada nuvem eu devo acha-la muito insignificante. Mas sua insignificancia só pode ser constatada se comparada com a grandiosidade de uma outra nuvem. como será essa outra nuvem? (ele sempre termina o raciocínio com uma pergunta)
Ator falando internamente: Aquela nuvemzinha branca? ela impressiona você? Essa pequena mancha incolor? A nuvem realmente impressionante é a da cor de chumbo! Nuvem de tempestade! Ela rola pelo horizonte, ela esmaga a Terra! essa é que impressiona, agora aquela lá... ora grande coisa! Nuvem.
3- Diretor: Agora diga essa palavra com admiração:
Ator pensando: Eu só poderia achar alguma coisa bela em comparação com alguma coisa feia. O que seria? uma outra nuvem feia? è dificil imaginar. Então vou fazer um contraste entre a nuvem e o resto da paisagem, vou tentar.
Ator falando iternamente: A paisagem parecia tão monótona, com aquele céu azul tão pálido, sem nenhuma mancha. E derepente, ci atrás do telhado uma mancha branca que subia. .. e tudo mudou, veio a alegria, uma vontade de respirar de peito cheio. Ah como era bela aquela mancha! Nuvem!
4. Diretor: Agora diga essa palavra com horror, pânico.
ator pensando: o que é que poderia me causar pânico em relação a uma nuvem? Só se ela fosse inicio de uma tempestade. Não, não é sufuciente, deve ser mais do que isso, deve ser um tufão.
ator falando internamente: Olha lá, veja! Aquilo se aproximando rapidamente.. Olha vem quase tocando nas ondas do mar (já tem inclusive um onde). deve se ruma tempestade, não pior... deve ser um tufão. corram, fujam.. Nuvem!
Se você leitor, seguir esse raciocínio e usar as falas internas sugeridas, certamente, ao pronunciar a palavra nuvem irá satisfazer as exigencias do seu diretor.
E se o diretor pedir para falar a palavra nuvem com vontade de trepar? qual seria o pensamento do ator e qual seria a "fala interna" do ator?
Um dia fui procurar um amigo numa repartição que ele trabalhava. Na sala encontrei uma moça que , à minha pergunta se meu amigo tinha deixado algum recado para Eugênio, respondeu sorrindo. "Não senhor! Mas ele não demora, sente-se, por favor." depois de uma pausa "É verdade que os pequenos burgueses voltam em cartaz?" Lembro que fiz uma pequena pausa e respondi gentilmente: Sim senhora, no início do mês que vem.
Quando fiquei sozinho sentado naquela sala fiquei imaginando que o meu pequeno diálogo com a moça fosse cena de uma peça. qual seria meu "monólogo interior" caso eu fosse representar essa peça?
Antes de terminar esse capítulo, gostaria de propor aos meus leitores que repetissem o exercício do ator-diretor, substituindo a palavra nuvem por outras palavras, tais como: guerra, silêncio... procurem encontrar falas internas que permitam pronunciar essas palavras:
1. como simples leitura
2. com desprezo
3. com grande admiração
4. com horror
Para avaliar o resultado obtido, procurem a assistência de um colega.
04 de outubro- são paulo
Conversa com a Fernanda. Ela vai ter que sair de casa.
sentada em frente ao micro.
Edson me liga. Uma semana sem se ver!
Sento na cama. Desligo o Skype. Volto para o computador. Rafael Cortez na televisão.
Pagina aberta da Bikenow
sentada em frente ao micro.
Edson me liga. Uma semana sem se ver!
Sento na cama. Desligo o Skype. Volto para o computador. Rafael Cortez na televisão.
Pagina aberta da Bikenow
26 de setembro-sao paulo
Aperto a descarga.
Telma, me acorde quando você sair amanhã cedo. Por favor. bjs Pri.
Ps: tem alcachofra para você com molho e tudo.
Quero ter um quarto só meu. escrevo apoiada na parede vermelha de casa.
Telma, me acorde quando você sair amanhã cedo. Por favor. bjs Pri.
Ps: tem alcachofra para você com molho e tudo.
Quero ter um quarto só meu. escrevo apoiada na parede vermelha de casa.
19 de setembro- sao paulo
Pega mais um pra mim? (guardanapo). Eu fiquei com dor aqui de tanto tossir. Nossa. Ele termina de comer, levanta e vai escovar os dentes. Antes entrega a wonka no meu colo. Pego o caderno e a caneta. A wonka desce do meu colo, fico sentanda escrevendo.
sábado, 1 de outubro de 2011
19th september
Tô aqui.
e eu tô aqui.
paramos em frente ao Tejo, de costas a praça do comércio.
ele disse que parecia que nunca havíamos nos separado. eu disse a ele que parecia que estávamos separados por toda a vida.
mas concordamos que seremos amigos pra sempre.
ele sorriu com tristeza.
"São 5 gaivotas na água!"
"Sim. Você tem razão"
Há muito não sentia o sol queimar a minha pele.
e eu tô aqui.
paramos em frente ao Tejo, de costas a praça do comércio.
ele disse que parecia que nunca havíamos nos separado. eu disse a ele que parecia que estávamos separados por toda a vida.
mas concordamos que seremos amigos pra sempre.
ele sorriu com tristeza.
"São 5 gaivotas na água!"
"Sim. Você tem razão"
Há muito não sentia o sol queimar a minha pele.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
12th september
Malas, malas, 20 kg, 13kg, malas, 3 malas, 4 malas, 10kg, Não vai caber tudo. Vou ter que deixar muita coisa. E vou jogar muita coisa fora. É sempre assim. É difícil mas depois é tão prazeroso. E nada do que jogar fará falta. Eu sei. 10kg, 14 kg e se tirar isso? droga! Queria estar em Lisboa. Queria estar na WhiteCube. Queria estar em 15 dias atrás. Não quero mais fazer isso. É muito chato arrumar mala. É chato. Tudo chato. Ser chato não necessariamente é um problema, você diria. Eu sei. No seu caso não é um problema mas no caso das malas é um problema de mais de 60 kg.
Medo. Medo de não conseguir entrar em Portugal. E depois de tudo, medo de não conseguir sair da ilha.
Medo. Medo de não conseguir entrar em Portugal. E depois de tudo, medo de não conseguir sair da ilha.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
29 de Agosto - São Paulo
Partida d eburaco. O tempo passou. Saí do jogo antes que acabasse. Estava perdendo. Nem em jogos de cartas há justiça. O foda de ser ateu é saber que não haverá justiça nem no além mundo. Sejamos bons ou maus, a morte cairá sobre nós.
Sentada na cadeira confortável do Edson, de frente para o computador, vejo XUXA em inglês para matar t tempo. Quando meu secador chegará? não quero dar aula amanhã. Não vou continuar no próximo semestre com eles.
Sentada na cadeira confortável do Edson, de frente para o computador, vejo XUXA em inglês para matar t tempo. Quando meu secador chegará? não quero dar aula amanhã. Não vou continuar no próximo semestre com eles.
05 setembro - São Paulo
22h30 o nome dela era cherrie, che che. A primeira vez que ela pulou ela esmigalhou a una. Depois de 4 anos, a gente foi pra juiz de fora. Ela se amarrava em andar de carro. punha a cabecinha pra fora na janela, que nem cachorro. Ela era de Juiz de fora, então quando ela via que a gente estava chegando ela começava a miar. A gente nunca castrou ela. A gente tinha acabado de chegar ela pulou a janela. Estava no cio. daí ela quebrou esse dente, perfurou a língua. A gente levou no primeiro veterinário, só que era meio boyzinho, novinho... ele disse que ela tinha quebrado as costelas e perfurado o pulmão. a mão dela estava virada, mas ele fez fratura exposta nela. A gente levou correndo pra cabo frio e levamos ela num veterinário que conhecíamos. Ela não tinha perfurado nada. Só quebrou a patinha. Mas elas pulam mesmo, quando estão no cio, elas querem sair. A gente nunca castrou ela. ela nunca apareceu grávida? não. Se a gata não cruza depois de 4 anos ela fica infértil, mas continua tendo cio. (...) Depois ela sumiu, ela costumava ficar num estacionamento do lado de casa, mas um dia não voltou. deve ter arrumado algum gajo. a gente não sabe se ela morreu, se alguém pegou ela...
Deixa eu ver se minha chave tá aqui. tá. amanha eu venho cedo. vem gorda. vem com a te. bom trabalho.
Studio Line, modela seus cabelos... à sua moda. ponho o secador dentro da caixa, dentro do quarto. Entro no studio, sento na cadeira azul. clico o pad mouse com o indicador direito.
Deixa eu ver se minha chave tá aqui. tá. amanha eu venho cedo. vem gorda. vem com a te. bom trabalho.
Studio Line, modela seus cabelos... à sua moda. ponho o secador dentro da caixa, dentro do quarto. Entro no studio, sento na cadeira azul. clico o pad mouse com o indicador direito.
05th September
Estou em Old Street. É isso.
Até segundos atrás não fazia idéia onde estava e agora já sei. Eu conheço Londres. A última vez que estive aqui foi há muito tempo. Há mais de um ano. Estávamos no começo de Londres e no começo do fim.
Andamos de Angel até Old Street procurando studio flat. Era quase impossível falar inglês ao telefone.
Hoje estou sozinha, falo inglês e estou indo ao Barbican assistir ao Almodovar. Me lembrei de quando tinha 14 anos, quando cabulei aula pra ir ao centro da cidade assitir o primeiro filme de Almodovar.
Barbican é um dos meus lugares favoritos aqui e Almodovar é o parceiro que nunca me deixa desistir de ser atriz.
Até segundos atrás não fazia idéia onde estava e agora já sei. Eu conheço Londres. A última vez que estive aqui foi há muito tempo. Há mais de um ano. Estávamos no começo de Londres e no começo do fim.
Andamos de Angel até Old Street procurando studio flat. Era quase impossível falar inglês ao telefone.
Hoje estou sozinha, falo inglês e estou indo ao Barbican assistir ao Almodovar. Me lembrei de quando tinha 14 anos, quando cabulei aula pra ir ao centro da cidade assitir o primeiro filme de Almodovar.
Barbican é um dos meus lugares favoritos aqui e Almodovar é o parceiro que nunca me deixa desistir de ser atriz.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
29th august london
British Library. É estranho estar pela última vez num lugar que me acolheu durante todo o inverno.
1:"Da primeira vez que tive depressão, os antidepressivos me salvaram. Da segunda, quem me salvou foi a British Library. É um dos meus lugares preferidos"
2: "No meu caso é o oposto. Quanto mais eu estudo, mais fico triste".
1: "Onde está o original do Alice? Ah não! Te trouxe aqui também por isso. Não acredito que eles tiraram a Alice daqui. Ficava bem aqui"
2: "Eu vou ler Alice".
1: "E eu vou ler a lógica dos sentidos".
1:"Da primeira vez que tive depressão, os antidepressivos me salvaram. Da segunda, quem me salvou foi a British Library. É um dos meus lugares preferidos"
2: "No meu caso é o oposto. Quanto mais eu estudo, mais fico triste".
1: "Onde está o original do Alice? Ah não! Te trouxe aqui também por isso. Não acredito que eles tiraram a Alice daqui. Ficava bem aqui"
2: "Eu vou ler Alice".
1: "E eu vou ler a lógica dos sentidos".
terça-feira, 23 de agosto de 2011
22 de Agosto - São Paulo
22h30, que horas é essa festa? Mesa de madeira. Dor leve no estômago. Salmão, atum e peixe branco crú. tudo crú. O saquê transborda do pires, eu já molhei a meia calça várias vezes. Saquê que desce no sangue. Chegou mais sashimi na mesa. Carlos manda uma mensagem para alguém. Cheiro de crú. Pensamento vai até Minas Gerais. Dúvidas, que são quase certeza. Adiar por mais quanto tempo? Acho esses nabos ralados que decoram o prato muito elegantes. Lembram-me as balas de coco de aniversário. Saquê, converso. Eva. Espanhóis.
22nd august London 4.45pm
I was on the front door. Pronta pra sair. Bicicleta unlocked and... pneu vazio.
Que maravilha. Não tenho tempo pra encher o pneu. Não tenho dinheiro pra colocar crédito no meu Oyster. Mas ele está me esperando. E será o nosso último encontro. Ele, que me acompanhou durante toda a minha jornada em Londres. He is the most English ever. Mando uma mensagem. Ele responde "take your time" Então eu relaxo e tento encher o pneu. Peço ajuda. Duas mulheres enchendo um pneu. Deu certo. Eu saio e o pneu está vazio novamente. Está furado. Desta vez, ligo pra ele. Ele está com a sua bicicleta. Decidimos nos encontrar em Hammersmith e caminhar juntos até o Thames. Eu começo a caminhar ao seu encontro. At least, we are going to one of my favorite spot in London. Mais uma despedida dentre tantas. Mais uma despedida singular. É um dia de verão. Verão em Londres.
Que maravilha. Não tenho tempo pra encher o pneu. Não tenho dinheiro pra colocar crédito no meu Oyster. Mas ele está me esperando. E será o nosso último encontro. Ele, que me acompanhou durante toda a minha jornada em Londres. He is the most English ever. Mando uma mensagem. Ele responde "take your time" Então eu relaxo e tento encher o pneu. Peço ajuda. Duas mulheres enchendo um pneu. Deu certo. Eu saio e o pneu está vazio novamente. Está furado. Desta vez, ligo pra ele. Ele está com a sua bicicleta. Decidimos nos encontrar em Hammersmith e caminhar juntos até o Thames. Eu começo a caminhar ao seu encontro. At least, we are going to one of my favorite spot in London. Mais uma despedida dentre tantas. Mais uma despedida singular. É um dia de verão. Verão em Londres.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
15th August
Acabei de chegar em casa. é bom chegar e não ter ninguém em casa. Preciso de espaço. Foram tão bons os meses que morei só. O inverno quase me matou mas tive um prazer enorme.
Preparo algo pra comer. Salada e creme de brocolis. O creme que escolhi tinha alho. Eu sei que não vai me fazer bem. Tenho alergia a alho. O estômago retorce, o intestino parece que explode. Mesmo assim eu coloco quase metade do creme com alho na panela. Por que? O prato fica uma delícia mas meu corpo vai brigar comigo pelo resto do dia.
Ligo o skipe. Preciso falar com minha mãe. E com mais alguém. Sempre há alguém mesmo quando estamos sós.
Preparo algo pra comer. Salada e creme de brocolis. O creme que escolhi tinha alho. Eu sei que não vai me fazer bem. Tenho alergia a alho. O estômago retorce, o intestino parece que explode. Mesmo assim eu coloco quase metade do creme com alho na panela. Por que? O prato fica uma delícia mas meu corpo vai brigar comigo pelo resto do dia.
Ligo o skipe. Preciso falar com minha mãe. E com mais alguém. Sempre há alguém mesmo quando estamos sós.
8th August - London
I am at Greenwich with my unlikely friends.
It is amazing how Londres has tough me how love people whose don`t look like me.
Conseguir amar quem é diferente é lindo demais!
Gosia polonesa com o seu noivo Inglês, vinho rose, nachos com tempero pouco apimentado, pão de queijo que fiz para o nosso café da manhã, doce grego e the best weed ever. Nem a da Bahia é tão suave e potente.
Estamos no topo de Greenwich. Eu vejo Londres ao longe. Vejo Canary Wharf. Nunca fui lá. A Gosia diz que podemos passar lá na volta. Nós, bêbadas, passeando entre os executivos. Será no mínimo, maravilhoso!
Vou sentir saudade de Londres. Vou sentir e ponto. Mas é hora de ir. Eu sei que é.
A Gosia precisa ir ao banheiro antes de irmos embora. Sam nos ensina vocabulários e pronunciation in English e eu conto sobre a abstinência que tive a primeira vez que parei de comer chocolate. Sou viciada por chocolate. Quando paro de comer, começo a transar mais, desenfreadamente. Sempre há um vício.
Faz 15 dias que não como chocolate e dois meses que não transo. Algo novo vai acontecer! Vou descobrir um novo vício. Será?
It is amazing how Londres has tough me how love people whose don`t look like me.
Conseguir amar quem é diferente é lindo demais!
Gosia polonesa com o seu noivo Inglês, vinho rose, nachos com tempero pouco apimentado, pão de queijo que fiz para o nosso café da manhã, doce grego e the best weed ever. Nem a da Bahia é tão suave e potente.
Estamos no topo de Greenwich. Eu vejo Londres ao longe. Vejo Canary Wharf. Nunca fui lá. A Gosia diz que podemos passar lá na volta. Nós, bêbadas, passeando entre os executivos. Será no mínimo, maravilhoso!
Vou sentir saudade de Londres. Vou sentir e ponto. Mas é hora de ir. Eu sei que é.
A Gosia precisa ir ao banheiro antes de irmos embora. Sam nos ensina vocabulários e pronunciation in English e eu conto sobre a abstinência que tive a primeira vez que parei de comer chocolate. Sou viciada por chocolate. Quando paro de comer, começo a transar mais, desenfreadamente. Sempre há um vício.
Faz 15 dias que não como chocolate e dois meses que não transo. Algo novo vai acontecer! Vou descobrir um novo vício. Será?
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
15 de Agosto-São Paulo
22h30, nao. então. eu posso me preparar para terminar. abrir essa porta. sim. talvez isso seja necessário. Isso me deixa mais triste ainda porque faz com a coisa se realize. é... quero te abraçar. eu não vou aguentar. não vou. o que? viver? ficar junto? viver. não fala assim. então fica com ele seja como for. Não dá pra ficar com alguém só para deixar a dor um pouco mais leve. Um pouco você tá assim porque não se falaram hoje. deixa ele te procurar. escorrego no tempo. choro. me ouço batendo as teclas. recusando. recusando o tempo, os três minutos que restam. recusando as escolhas feitas, e as escolhas por fazer. de novo inundada por uma sensação antiga. tão antiga, que eu tinha esquecido, que eu tinha abandonado quando fui embora. eu escolhi sair disso, e agora cá de novo estou. recuso. choro.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
08 de Agosto - Pri
São Paulo, 22:30. Horário de inverno.
Inverno de 19 Graus na frente do teclado do computador. Ponta dos dedos doendo, saiu-me as peles do canto dos dedos. Como se eles fossem se abrindo a partir da unha. Como se eles se descascassem. Dói um pouco, principalmente o dedo do meio, mais comprido e fino de todos.
Dentes escovados e pijama posto. Coluna curvada sobre a mesa branca coberta por uma toalha de renda branca. Estou em casa, 19 Graus. dedos... escrevo no teclado do computador. Estive agora mesmo na rua Augusta de Lisboa. Descia a rua em direção a praça do comércio, era noite de verão. 19 graus. voltei para frente do teclado, senti saudade... de Lisboa, de uma pessoa distante.
Pauso, apoio a cabeça na mão. quero dormir. vou dormir no chão, e amanhã acordarei gripada por causa disso. Já planejei a aula de amanhã, já vi emails, já trabalhei, já escovei os dentes, já estou sentada na mesa branca de toalha rendada da minha casa, já passei claquinona na perna, já coloquei o aparelho, já pendurei a roupa, já senti saudade de Lisboa e de alguém distante que eu amo. Me resta dormir e apanhar um resfriado durante a noite.
A Fernanda chegou, o roteador custou 69,90 reais. Instalei sozinha, sem CD.
Inverno de 19 Graus na frente do teclado do computador. Ponta dos dedos doendo, saiu-me as peles do canto dos dedos. Como se eles fossem se abrindo a partir da unha. Como se eles se descascassem. Dói um pouco, principalmente o dedo do meio, mais comprido e fino de todos.
Dentes escovados e pijama posto. Coluna curvada sobre a mesa branca coberta por uma toalha de renda branca. Estou em casa, 19 Graus. dedos... escrevo no teclado do computador. Estive agora mesmo na rua Augusta de Lisboa. Descia a rua em direção a praça do comércio, era noite de verão. 19 graus. voltei para frente do teclado, senti saudade... de Lisboa, de uma pessoa distante.
Pauso, apoio a cabeça na mão. quero dormir. vou dormir no chão, e amanhã acordarei gripada por causa disso. Já planejei a aula de amanhã, já vi emails, já trabalhei, já escovei os dentes, já estou sentada na mesa branca de toalha rendada da minha casa, já passei claquinona na perna, já coloquei o aparelho, já pendurei a roupa, já senti saudade de Lisboa e de alguém distante que eu amo. Me resta dormir e apanhar um resfriado durante a noite.
A Fernanda chegou, o roteador custou 69,90 reais. Instalei sozinha, sem CD.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
01 de Agosto - pri
22h30 sentada na mesa da cozinha do Pedro. Ainda ouvindo o Edson, discutimos. O sangue se espalha, bochecha colada nos dentes. Ouvindo, sentindo coisas. Pensamentos nao se formam, são imagens num fundo branco. Casa do Marcos. Pedro. Eu. Dois pratos na mesa com uma toalha vermelha. Salada verde. Pepinos em rodelas. Perna na cadeira. Algo aperta minha coluna. Quero sair, quero viver todas essas coisas. Um porta se abre. O Pedro enche o copo de cerveja, eu esvaziei o meu. Ainda um minuto.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
1st august 4.45pm - 5.00pm
Lavar a louça. Limpei a cozinha no sábado. Não entendo porque está tão suja novamente.
Havia colocado a roupa pra lavar 30 minutos antes mas a máquina não iniciou o seu trabalho.
1, 2, 3, 4 tentativas... agora sim.
preciso ir até High street Kensington pedir pra fazer as bolinhas de homeopatia. Mas minhas pernas doem tanto. Meu corpo inteiro dói. Também, depois de 45 dias dormindo apenas 4/5 horas por noite não há corpo que aguente.
Mas tenho que ir. Preciso consertar o meu olho antes que ele me veja em carne e osso e, esperançosamente, sem gordura. Já estou emagrecendo novamente.
and besides, the sun is shinning and the sky is blue. it is the 5th day of summer without interruption. It is worth. Ok! I will cycle till High street Ken. At least I keep my legs fit. Something that I will not be able to do in Lisbon
Havia colocado a roupa pra lavar 30 minutos antes mas a máquina não iniciou o seu trabalho.
1, 2, 3, 4 tentativas... agora sim.
preciso ir até High street Kensington pedir pra fazer as bolinhas de homeopatia. Mas minhas pernas doem tanto. Meu corpo inteiro dói. Também, depois de 45 dias dormindo apenas 4/5 horas por noite não há corpo que aguente.
Mas tenho que ir. Preciso consertar o meu olho antes que ele me veja em carne e osso e, esperançosamente, sem gordura. Já estou emagrecendo novamente.
and besides, the sun is shinning and the sky is blue. it is the 5th day of summer without interruption. It is worth. Ok! I will cycle till High street Ken. At least I keep my legs fit. Something that I will not be able to do in Lisbon
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